Leveza de espírito, embora ainda haja essa sensação eterna de marcas invisíveis impregnadas em todo o corpo. Apesar dessa sensação contínua de estar sempre respirando o ar porco de espírito-de-porco que num futuro incalculável espera-se desaparecer com total fluidez. Embora predomine o antigo desprezo pelas coisas despresíveis e essa eterna vontade de fazer justiça, não com as próprias mãos, como os covardes, doentes, loucos e criminosos, que perderam a tanto tempo o respeito um dia conquistado e agora também perdem o respeito pela vida. E que perderam o senso, a razão, e perderam também o amor próprio.
Há vida, embora reste esse lamento torto diante da responsabilidade de levar adiante uma causa. Esse lamento torto, porem não arrependido, de ter oferecido a face. Esse lamento rouco, insaciado, calado obstante gritante por ter a certeza de que a lei dos homens jamais será suficiente pra rebocar os fatos, apagar essas minhas marcas, as eternas marcas que ficarão e esse silencioso e pertinente medo...
Paz de espírito embora exista esse confuso sentimento atormentador entre a vontade de não querer ser dona senão da própria verdade confessada e a obrigação, em respeito à própria dignidade antes perdida e agora reconquistada, de ter que dar o primeiro passo a caminho da justiça.
O que fica é uma leve paz de se saber ter pago pelos erros e pecados, não por ter sido agredida no físico e íntimo mas por ter tido a coragem de ter tomado novamente as rédeas da própria carruagem e voltado para o caminho certo. Um caminho de bem onde fica a lição aprendida, o arrependimento do erro mas jamais o arrependimento da remição que liberta e jamais a complacência para com a estúpida covardia.
O verdadeiro e mais cruel condenador é aquele que pune os traidores, o mesmo que esmaga o coração aflito dos traidores arrependidos. Que dilacera a mente dos traidores tornando-a por vezes mais pesada que todo o corpo e que tormenta os pensamentos dos traidores na noite escura até que estes tenham coragem de afugentar toda sua covardia para assumir suas verdades. A verdadeira voz que pune, que esmaga, dilacera e amedronta os traidores os fazendo duvidar da sua capacidade de voltarem a ser leais às suas antigas convicções sobre a bondade e fidelidade
é também a mesma que não massageia os criminosos
que destrói a moral dos criminosos
os covardes que se escondem diante do mal feito
os violentadores covardes que se escondem diante do mal feito.
Grande Melissa ...
ResponderExcluirTe amo !
anni
...Nasce uma estrela!...BJO....MÂE.
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