no excuses

sábado, 24 de julho de 2010

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Há em algum lugar-poço a sede
Há em algum lugar-quente a ânsia
Há em algum lugar-vazio a saudade
Há em algum lugar-bonito o fino

Há em alguém menino-astuto o receio
Há em alguém menino-louco o desvaneio
Há em alguém menino-ledo o desinteresse
Há em alguém menino-torpe o encanto

Em alguma sede quente
anseia o vazio da saudade
que a beleza do fino mistério guarda.
Há de haver em seu contentamento
a loucura que desce ledamente desinteressada,
encantadora, apaixonante e nova.
Essa, então, é a mais perfeita parte do todo-eu.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Forget alone


Por de dentro o que tem é vazio.
E que de dentro tudo de tão vazio ficou branco e brando a esperar.
O que ficou foi só sozinho. Pequeno nó a rematar.

Por de dentro de nada se espera e que de esperança veio a sonhar.
Depois daquele olhar nada foi mais sozinho.
Era chuva, banho e todo sonho a desejar.
Esperança nenhuma. Nada a se esperar.

Espera que eu vou com você.
Desespero a desesperar.
Chuva pinga firme forte.
Pra alguma sorte fez se o mar.
Verbo a-mar.

Que de dentro nunca se pensou descobrir o que é que há.
Todo dia aumenta um pouco toda magia colorida do olhar.
Lá de dentro brilha retina retida pouco no brilho do luar
Piri pere paranóia. Sonho de água a nos regrar.

No fundo de dentro nasce a questão. Espaço maior a se criar.
Que quando dois sem subtrair vira um, fica pequeno o cantinho de ninar.
E apertado passa um tempo quando como água ajuda deslizar.
Água boa regrou desde o começo. Tudo em água vai se acabar.

Dentro surge a voz dura. De dentro sai mais que imagina.
Quem de dentro não via nada agora vê coisa nenhuma.
Que de dentro está pra fora e de um lado sempre aumenta.
quando é dos dois a equação é boa. Vai e vira qualquer forma.

Uma flor rosa vermelha.
O prazer de amar de noite.
Andar junto em rua de pedra.
O prazer de amar de noite.
Desgaste sólido firme fraco.
O desprazer de ir a noite.
O fim em fim.