
o mundo corroído.
os rabos dos isntantes, seus pedaços finais, se encostando e se ateando em fogo como quando o ferro em brasa esquenta e subitamente faísca ao encostar em palha seca. palhas secas. vidas inteiras, feridas ligeiras, indolores, desconhecidas, frescas. o diálogo de forte dialeto, fácil entendimento e difícil pontuação que, em matéria de numeração não deixa ninguém por menos. cada qual sabe o que faz sem contar o que está valendo quando vale dizer não. Não vale não (diz-se não, lê-se "não") separado assim óh, tem que ser "nãaaao" junto. a outra parte do que fica apenas vai e a descrição "continuamente" cabe de forma perfeita quando a ordem é por o poema-vida pra rodar, girar, virar, viver; que, na prosa pouco está para vida o que se tem a dizer e o que foi dito. o que foi dito, lido, reestruturado para a con-con-ti-tinuidade da vida está aqui apenas para a posteridade e memória da questão causa-efeito desse todo.
a causa está explícita.
e o efeito está para o fim como um próximo começo,
sem causa,
um mistério.
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