
Há em algum lugar-poço a sede
Há em algum lugar-quente a ânsia
Há em algum lugar-vazio a saudade
Há em algum lugar-bonito o fino
Há em alguém menino-astuto o receio
Há em alguém menino-louco o desvaneio
Há em alguém menino-ledo o desinteresse
Há em alguém menino-torpe o encanto
Em alguma sede quente
anseia o vazio da saudade
que a beleza do fino mistério guarda.
Há de haver em seu contentamento
a loucura que desce ledamente desinteressada,
encantadora, apaixonante e nova.
Essa, então, é a mais perfeita parte do todo-eu.
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